O edifício da Praça D. Duarte onde há já alguns anos tem as portas abertas uma casa de antiguidades está a ser reconstruído. Ainda bem que sobre o telhado, encimando uma claraboia, foi recolocado um original catavento representando o rei Ramiro II, sobre uma torre ameada, a tocar a "buzina" para chamar os seus guerreiros, como nos conta a lenda de Gaia lembrada no brasão de armas da cidade de Viseu [ligação].
(...) Quando eu me poupe a falar, Aperta-me a garganta e obriga-me a gritar! (...) José Régio
20110228
Cataventos de Viseu
Idálio Merino & C.ª

A actual Praça D. Duarte teve o nome de Praça de Camões entre 1913 e 1955, quando foi retirado o busto de Luís de Camões e substituído pela estátua do rei D. Duarte, nascido em Viseu no dia 31 de Outubro de 1391 [ligação].
Nesta praça realizava-se a feira semanal e por esse motivo era o melhor local para instalar lojas comerciais. Uma das empresas que funcionou durante muitas dezenas de anos nesta praça e precisamente no edifício do artigo anterior, foi a extinta firma Idálio Merino & C.ª.
20110226
Boas Notícias...
Para que não digam que passo o tempo a dizer mal da câmara municipal, a "atirar pedradas", aqui fica uma agradável notícia...
Há poucos dias foram reparadas as caixas do sistema eléctrico e de fornecimento de água que, nalguns casos, há mais de dois anos foram vandalizadas no Parque Radial de Santiago, na margem direita do rio Pavia. Os serralheiros limitaram-se a consertar, substituir dobradiças partidas e soldar. Trabalhos de pouca dificuldade, de rápida execução e que "apenas demoraram" um pouco mais de dois anos (2) a concretizar.
P.S. - Para os mais incrédulos, aqui fica a possiblidade de confirmar [ligação] e para os menos informados, a "Praia Fluvial Urbana" poderá vir a fazer parte do parque.
As Poldras no Rio Pavia
As poldras do rio Pavia [ligação] permitem ligar a "Balsa" e a "Tapada" (na margem direita). Há já algum tempo foram colocados dois sinais com a seguinte indicação:
"Por motivos de segurança / Não é permitido / atravessar as poldras"
Claro que as pessoas continuam a atravessar, sem dar importância aos avisos, como já o faziam os seus "tetravós". Evidentemente que travessia não é aconselhada a pessoas idosas, crianças pequenas e muito menos em dias chuva, no Inverno e em dias de cheia, porém essa decisão deverá depender do bom senso de cada um.
No Verão passado a câmara municipal fez a consolidação da velha travessia, para evitar que as pedras se deslocassem, por vezes apenas pela força da água, mas "esqueceu-se" de resolver o problema dos esgotos.... O cheiro na margem direita e junto das poldras continua a ser nausebundo.
P.S. - A prometida "Praia Fluvial", mais tarde "UrbanBeach" poderá vir a ser instalada a jusante das poldras.
20110222
"Pedrada" nº 25 - Parque Infantil POLIS
20110221
20110220
Ac. Viseu FC 2 - Monsanto 5
20110219
Rua da Ponte de Pau - Funicular
A calçada da Rua da Ponte de Pau, junto da linha do Funicular, mais parece um enorme xilofone desafinado. Por tanta música fazer as teclas continuam a partir-se, apesar dos "remendos mal amanhados" executados. Talvez por "cansaço" e constatação de que o problema não tem solução, nas actuais condições, as reparações limitam-se ao enchimento das juntas com areia ou cimento e algumas das lajes estilhaçadas estão a ser "reparadas" com cimento e não substituídas como era habitual.
20110218
A Casa do Arco ou Solar dos Albuquerques
A casa foi residência dos “Albuquerques”, os fidalgos do Arco, até ao final do séc. XIX. Em Agosto de 1882 hospedou o rei D. Luís e a rainha D. Maria Pia, o senhor do palacete, António de Albuquerque Amaral Cardoso (1834/1911), era um fervoroso “miguelista”, saiu de casa para não ter de receber a família real e foi substituído pelo seu irmão Fernando Albuquerque que fez as honras da casa.
O solar ficou célebre pelas festas que ali aconteceram, pelo luxo e fausto que os seus donos gostavam de ostentar. A família começou a viver tempos difíceis, o último proprietário D. António de Albuquerque do Amaral Cardoso (1886/1923), foi um esbanjador, viciado no jogo e ficou conhecido por ser o autor de um livro considerado escandaloso - “O Marquês da Bacalhoa”, publicado em 1908 que ridicularizava a família real e a monarquia [ligação].
A propriedade foi hipotecada e vendida em hasta publica, em 5 de Outubro de 1886, para pagamento de dívidas de jogo. Em 2 de Agosto de 1887 foi comprada pelo Estado para instalar vários serviços públicos e a Escola Prática de Agricultura. Da construção original nada resta além da fachada brasonada, a imponente escadaria, e vários painéis de azulejos. A Escola Industrial e Comercial de Viseu, a actual Escola Secundária Emídio Navarro, ocupou o edifício que foi mais tarde adaptado para ginásios e refeitório., Recentemente a construção foi remodelada para receber, entre outros serviços a biblioteca e o museu.
A ligação da “Casa do Arco” e da vizinha “Fonte de S. Francisco” ao romance “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco, publicado em 1862, é uma fantasia, uma liberdade do romancista. O cinema, mais recentemente pela mão de Manoel de Oliveira, reforçou a “lenda” ao usar os locais como cenário para o seu filme homónimo (1978).
Fonte:"Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [ligação]
D. Ricardo Russell Bispo de Viseu
20110217
As Metamorfoses de uma Rotunda

20110215
Tabuletas na "Rotunda Empenada"
Não será por muito mais tempo mas estas tabuletas estão asssim há meses... Para ajudar a localizar o local digo-vos que é na "rotunda empenada" que permite o acessso ao Parque Industrial de Coimbrões, a partir da EN231 - Estrada de Nelas.
20110213
Funicular de Viseu
Os automobilistas continuam a embater contra os ferros que protegem a linha, alguns dos quais foram reforçados e passaram a provocar maiores estragos nos veículos. Os elementos da vedação deveriam ser pintados com cores berrantes e não de cinzento.
Desta vez estou disposto a oferecer um “chocolate” a quem adivinhar há quanto tempo a porta de saída da estação inferior (Viriato) está fechada e tem colado um papel escrito à mão.
Uma vez que o torniquete de saída está embrulhado numa fita avisadora suponho que é por esse motivo que a entrada e a saída se fazem pela mesma porta. E já agora, atenção ao também improvisado aviso colado no outro torniquete para evitar escorregar ou mesmo dar um trambolhão, porque o piso é demasiado liso e sobretudo no Inverno, com a humidade ou a chuva, facilmente se torna perigosamente escorregadio.
“Don't You Want Me”- Atomic Tom
GD Sourense 0-0 Ac.Viseu FC
20110212
Um dos plátanos da "Cava de Viriato"
Ofereço um "rebuçado" a quem adivinhar há quanto tempo caiu de podre o tronco de um plátano que cresceu, viveu e morreu na base da muralha, junto do antigo fosso da "Cava de Viriato", perto da Vila Batalha, sem que ninguém pareça preocupado e proceda à sua retirada.
Vandalismo na "Cava de Viriato"
20110211
Museu Grão Vasco
A edificação é renascentista de planta quadrangular e distribuída à volta de dois pátios interiores. As janelas são rectilíneas, a entrada principal é enquadrada por duas colunas que suportam um frontão com cornija, arquitrave, ornamentado com dois brasões laterais e um nicho vazio ao centro.
Foi no início do século passado que começou a circular em Viseu a ideia de criar um museu para evitar que obras de arte do património local continuassem a ser transferidas para Lisboa. Esta ideia foi defendida por um conjunto de personalidades viseenses de que se destacaram, o Capitão Almeida Moreira, o Conselheiro Afonso de Melo e o pintor Almeida e Silva. A câmara municipal apoiou os seus esforços e graças à intervenção do vereador Dr. José Coelho foi possível criar em 1913 o “Museu Regional de Arte” que em 16 de Março de 1916, pelo Decreto nº 2284-C, publicado no “Diário do Governo”, nº 51, passou a ser designado como “Museu Grão Vasco” e nomeou para Director e Conservador o Capitão Almeida Moreira.
O museu foi encerrado em 2001 para ser objecto de grandes obras de requalificação e modernização projectadas pelo Arqº. Souto Moura, tendo reaberto ao público em 2004,
O acesso ao museu faz-se pelo Adro da Sé que dá acesso ao Piso Zero onde estão a recepção, a livraria, a loja do museu e a sala de exposições temporárias. No Piso Um estão expostas várias colecções de cerâmica, mobiliário, arte sacra, escultura, ourivesaria e pintura dos séculos XIX e XX ( com destaque para obras de Columbano, Silva Porto, Malhoa, Dórdio Gomes e Alfredo Keil ).
Finalmente no Piso Dois está exposta grande parte da obra de Grão Vasco (Vasco Fernandes, c 1475/1542), com destaque para o monumental S. Pedro e trabalhos de outros pintores da chamada escola viseense, com destaque para Gaspar Vaz.
Fonte:"Monumentalidade Visiense" de Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa [Ligação]
20110208
Viseu - O Monumento a Viriato
20110206
Inverno no "Lago da Cava de Viriato"
O "Lago da Cava de Viriato" é o local onde melhor se pode entender o sistema de fortificação (fosso com água, rodeando largas e altas paredes de terra batida formando um octógono). O "lago" está cheio graças à água da chuva caída durante o Inverno. Os vestígios do fosso continuam cheios de lixo, como as imagens mostram, a novidade é que um salgueiro foi derrubado pela invernia e está atravessado sobre a água.
Dentro de algumas semanas deverão regressar as galinhas de água, patos e galinholas que não se irão sentir incomodados pela lixeira. O mesmo não deveria acontecer com a câmara municipal que tem sido incapaz de recolher o lixo e obrigar os proprietários a executar a limpeza do local, incluindo o matagal e os silvados das quintas mais próximas.
P.S. - Este artigo foi-me sugerido pelo meu amigo António. P. que habitualmente passeia pela Cava. Já há vários anos que venho abordando este vergonhoso tema e mais uma vez...
20110201
Rio Pavia & Rua da Ponte de Pau
Como as muitas tabuletas espalhadas pelas margens do Rio Pavia e do Ribeiro de Santiago (ou do Pintor) informam acabou a "pesca livre"... foi criada uma "Concessão de Pesca Desportiva". Esta é a novidade que não terá agradado a muitos pescadores:
Despacho n.º 9547/2010, de 7 de Junho, Alvará n.º 276/2010, de 29 de Novembro
Atribuída, à Federação dos Clubes de Caça e Pesca do Distrito de Viseu, a concessão de pesca no troço do rio Pavia, com cerca de 7,1Km de extensão, desde a ponte do Casal, na EM 1343, a montante, até à represa da Casa da Ribeira, a jusante, e ainda no troço de 3,6Km da ribeira de Santiago, para montante da sua confluência com o rio Pavia, até ao pontão da Quinta da Azenha, freguesias de Mundão, Rio de Loba, Viseu (S.José) e Abraveses, concelho de Viseu.
A concessão é válida até 29 de Novembro de 2020.
Já não é novidade que as lages da Rua da Ponte de Pau, junto ao funicular, continuam a degradar-se, cada vez mais, a quebrar e a poder originar acidentes ou alguns trambolhões...































